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Os meios de comunicação e a propagação de ideias

Por Cezar Barros | Categoria(s): Artigos | 21/06/2010 às 7:53

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Só o que se fala nas discussões sobre os meios de comunicação é que eles deturpam a cultura, que só passa o que não presta na televisão, que não tem um programa interessante, que manipulam as informações porque pertencem a conglomerados e que blá-blá-blá. Essa é uma visão muito limitada. Os meios de comunicação fazem muito mais que isso.

Por essas discussões, imagina-se que a população é um anjinho e a TV ou outros veículos são os demônios. Nós não somos tão inocentes assim. Sabemos que tudo o que é comunicado tem, muitas vezes, um caráter comercial. Nós queremos comprar. E só é vendido o que se é comprado. Os meios de comunicação pesquisam constantemente o que devem vender e por isso fazem a programação como acham melhor.

Se não há programas de incentivo à cultura é porque as pessoas não querem ver cultura. A aproximação com a realidade é benéfica, mas entra em confronto com o desconforto de ver problemas divulgados massivamente. As pessoas não querem ver o seu estrago, mas o estrago do outro. E assim os meios de comunicação o fazem.

Dessa forma, a produção de material cultural tenta abranger a maior quantidade de culturas possíveis, conforme indicam as pesquisas de audiência. Uma quantidade imensa de culturas anseia se vê na televisão. É a imprensa que tornará pública a prática do parto natural recorrente no interior do estado de Roraima, bem como o sambódromo do Rio de Janeiro no carnaval.

Essas e outras práticas perpassam a noção de multiculturalismo discutida por Stuart Hall e desencadeiam a dependência que a população tem dos meios de comunicação de massa. As pessoas se veem necessitadas de assistir aquela reportagem que passará no Globo Repórter sobre a ausência de sono tão comum nas pessoas que trabalham demais ou esperam ansiosamente a noite da terça-feira de paredão do Big Brother para saber quem será o eliminado daquela semana.

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